frase marco2017

O meu primeiro one night stand

As emoções de uma viagem ao desconhecido

One night stand

Não sei se foi um desejo fugaz, o calor da noite ou a simples desinibição natural de uma saída, mas o que é certo é que, pela primeira vez na minha vida, tive uma one night stand. 

 

 

Desde sempre fui a mais conservadora do meu grupo de amigas: aquela que não beija no primeiro encontro, aquela que nunca tem relações com menos de 3 anos e a que nunca tem o rebound quando elas acabam. Por isso, foi com muita surpresa que me vi envolvida com um rapaz durante menos tempo do que dura uma tablete de chocolate no meu frigorífico.

Tudo começou quando fui sair com umas amigas e resolvemos acabar a noite numa discoteca. A noite estava animada e eu também. Às tantas, dei por mim sozinha e desengonçada na pista de dança e, entre encontrões e pisadelas, acabei por entornar o meu copo sobre um rapaz. Naquele momento percebi que lhe tinha dado o pretexto ideal para se meter comigo – e eu também não me opus: ou será que eram os meus padrões que não estavam muito regulados naquela noite? A verdade é que, entre um copo e outro, ficamos a conversar e a dançar quase até de manhã.

Quando decidimos que não íamos ficar a varrer o chão da discoteca, ele ofereceu-se para
me levar a casa. Nesse momento senti-me um pouco desconfortável – porque é que eu deixaria que um desconhecido soubesse a minha morada? – e educadamente recusei, sem saber que o frio que ia lá fora me faria quebrar a minha primeira regra, e aceitei ir (só) conversar para o carro dele.

Entre uma piada aqui, alguns risos e muito flirt, o nosso corpo começou a assumir o controlo da situação. Na verdade, já tínhamos esgotado o reportório de confissões e frases feitas e só nos restava duas opções: fugir ou deixar que a vontade falasse mais alto. E falou.

O entusiasmo da novidade e o facto de sabermos que no dia seguinte não teríamos de nos encarar, desinibiu-nos. Vivemos aquele momento como se fosse único, porque sabíamos que não se voltaria a repetir.

No caminho para casa, sentia um misto de embaraço (o meu lado conservador a falar mais alto) e de orgulho – não apenas por ter tido a coragem de fazer algo diferente, mas também (e sobretudo) porque, no meio de todas as emoções, ambos conseguimos ter o discernimento de nos protegermos e usar o preservativo, que é aqui o ponto mais importante de toda esta história. Já aqui confessei que coloquei um SIU e que estou satisfeita com toda a tranquilidade que este dispositivo traz para raparigas como nós, com o nosso dia-a-dia. Mas nestes casos, o preservativo foi fundamental para a minha paz de espírito depois desta noite, pois é o único que nos protege das doenças que andam por aí e que são – mesmo! – assustadoras.

Por isso, divirtam-se!... mas com a maior das responsabilidades! 🙂

Chuack Chuack,
Rita #descomplica